Anestesia

O que é Anestesia Geral?

A anestesia geral é um estado reversível de inconsciência e relaxamento que possibilita o paciente ser operado de forma segura e completamente indolor, permitindo que o cirurgião realize seu trabalho com tranquilidade e eficiência.

Quanto tempo ela dura?

A anestesia geral é administrada continuamente durante todo o procedimento cirúrgico. Assim, ela dura o tempo necessário para que o cirurgião realize seu trabalho completamente.

O que é a visita pré-anestésica?

Este é um procedimento padrão dos anestesistas de nossa equipe, realizado no quarto do hospital, no dia da cirurgia, onde serão confirmadas algumas informações referentes aos antecedentes clínicos / cirúrgicos, medicamentos em uso, checagem de exames, alergias, explicação e esclarecimentos de dúvidas sobre a anestesia. Normalmente, após esta visita o anestesista solicitará a administração de medicamentos pré-anestésicos tranquilizantes, capazes de diminuir a ansiedade, induzir o sono e gerar uma amnésia temporária.

Eventualmente , a visita pré-anestésica pode ser agendada dias anteriores à cirurgia, para aqueles pacientes com comorbidades , doenças crônicas ou que apresentem doenças que necessitem de uma avaliação minuciosa.

Quem pode aplicar a anestesia geral?

A anestesia geral deve ser realizada por médicos anestesiologistas, que cursam 6 anos de faculdade de medicina e 3 anos de residência médica em anestesiologia. Eles não só aplicam a anestesia, mas também são responsáveis por cuidar do paciente durante todo o procedimento cirúrgico através da monitorização do ritmo cardíaco, da respiração, pressão arterial e temperatura, entre outros parâmetros.

De onde vem tanto medo da anestesia geral?

A anestesia geral é um procedimento temido por grande parte das pessoas. Isso se deve principalmente pelo medo do desconhecido e a divulgação alarmista de raros acidentes. Com o emprego de medicamentos, técnica e materiais adequados o anestesiologista reduz ao máximo os riscos da anestesia geral.

É possível acordar durante uma anestesia geral?

O risco de despertar durante a cirurgia é muito baixo (1 em cada 3.3oo cirurgias).

Atualmente a maioria dos hospitais dispõe de um monitor (conhecido comoBIS) que nos permite avaliar o nível de consciência durante todo o procedimento cirúrgico, reduzindo ainda mais o risco de despertar intra-operatório

Quais os riscos da anestesia geral?

Apesar de extremamente segura, a anestesia geral não está isenta de riscos ou complicações. A mortalidade relacionada a anestesia é rara e vem declinando significativamente nas últimas 5 décadas.

Os maiores riscos são os cardiovasculares e respiratórios. Sua incidência está diretamente relacionada ao estado de saúde prévio do paciente. Muitas dessas complicações podem ser previsíveis e prevenidas através da entrevista pré-anestésica. Nela podemos identificar os fatores de risco, otimizando o planejamento anestésico antes do procedimento cirúrgico.

A tosse é uma queixa comum entre os pacientes submetidos a anestesia geral, acometendo até 12,1% dos pacientes nas primeiras 24 horas.

Náuseas e vômitos podem ocorrer no pós-operatório, mas sua frequência diminuiu com o uso de medicamentos anestésicos mais modernos e o emprego de novas drogas antieméticas. Sua incidência é maior em pacientes com uma pré-disposição individual (histórico de náusea e vômitos intensos em pós operatórios anteriores), doença do labirinto e no sexo feminino. Também estão relacionados às medicações anestésicas utilizadas, bem como a duração e o tipo da cirurgia (laparoscópicas, de ouvido médio, abdominais e neurológicas estão entre as mais propensas).

Reações alérgicas são pouco frequentes, mas podem ocorrer. Porém reações alérgicas graves (anafilaxia, conhecido como “choque anafilático” ou “edema de glote”) são muito raras. A risco de anafilaxia em pacientes sob anestesia geral é de 1 para cada 10 ou 20 mil cirurgias. O conhecimento prévio, pelo anestesiologista, do histórico de alergia do paciente é extremamente importante na prevenção desses casos.

Como o paciente pode ajudar a diminuir os riscos da anestesia geral?

Durante a entrevista pré-anestésica é importante responder todas as perguntas de maneira completa e sincera. Não deixe de informar ao anestesiologista sobre problemas de saúde, uso de drogas e álcool. Enumere todos os remédios de uso regular e em especial aqueles que possam ter causado alguma alergia.

Cirurgias prévias, assim como possíveis reações à anestesias anteriores também devem ser relatadas.

Caso considere alguma informação importante que não tenha sido questionada, ela deve ser informada ao anestesiologista espontaneamente.

Para fumantes, o ideal é que se interrompa o cigarro pelo menos 2 semanas antes da cirurgia. Mas se não conseguir deve-se reduzir bastante (no máximo 1 a cada 4-5 horas).

Respeite rigorosamente o tempo de jejum, que é essencial para sua segurança (8 horas para sólidos, 6 horas para leite e 3 a 4 horas para líquidos claros). Essa recomendação visa evitar o risco de vômito com aspiração pulmonar durante a indução da anestesia geral.

Esclareça sempre TODAS as suas dúvidas com a sua equipe médica. A maioria das queixas e insatisfações no pós-operatório se deve à falta de comunicação.

Tipos de anestesia

I.- Anestesia Geral: você fica totalmente inconsciente, sem qualquer percepção em relação à cirurgia.

II.- Sedação: é um estado de alteração da consciência, induzido por sedativos, que apresenta diferentes níveis de intensidade, desde ficar acordado e tranqüilo, até profundamente sonolento. Independente da intensidade da sedação, você poderá receber medicações analgésicas ou anestesia no local da cirurgia.

III.- Anestesia regional: para anestesiar a região a ser operada, o anestesiologista injeta o medicamento próximo a um nervo ou feixe de nervos. Você poderá receber um sedativo ou permanecer acordado durante o procedimento. Pode ser dividida em:

a) Raquianestesia ("Raqui”): em posição sentada ou deitada, o anestesiologista fará uma injeção local de anestésico na região lombar e introduzirá uma fina agulha profundamente até localizar o líquido cefalorraquidiano (no qual a medula espinhal é envolvida). Então, serão injetados de 2 a 4 ml de medicação anestésica, ocasionando a perda da sensibilidade dolorosa, do tato e dos movimentos das pernas.

b) Peridural: a técnica é semelhante, porém a agulha é introduzida mais superficialmente e o volume de anestésico é maior (entre 20 e 30 ml). A sensibilidade dolorosa e o movimento das pernas são abolidos e, freqüentemente o tato é preservado.

c) Anestesia local: é feita injeção de anestésico na pele e nos tecidos próximos. Normalmente associado à anestesia geral ou regional, obtendo melhora da analgesia no pós-operatório.