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  • Publicado em:26/10/2017

A ausência da mama altera a imagem corporal da mulher, podendo gerar a sensação de mutilação, perda da feminilidade, problemas no relacionamento conjugal e até mesmo restrição no convívio social. Para melhorar a autoestima, muitas pacientes em tratamento contra o câncer de mama optam pela reconstrução mamária. O procedimento deve ser realizado por um cirurgião plástico especializado, adequando o tipo de reconstrução a cada caso.

 

Com efeitos positivos tanto para o emocional quanto para a estética, a imediata reconstrução mamária, após a mastectomia, é indicada por médicos como um procedimento que permite resultados mais naturais para a paciente. Na reconstrução tardia, é preciso aguardar a cicatrização da mastectomia, podendo ocorrer retração da pele e dos tecidos na região, além de fibrose.

 

O médico especialista explica, que há 30 anos, os mastologistas indicavam a reconstrução mamária somente após um período de dois anos da mastectomia. Atualmente, a recomendação mudou e o procedimento é realizado logo após a retirada da mama. “Na cirurgia, entram as duas equipes. O mastologista faz a mastectomia, depois o cirurgião plástico já faz a reconstrução.”

 

Com mais de 35 anos de experiência em cirurgia plástica, os especialista atende muitas pacientes que passam pela mastectomia. O médico destaca os efeitos positivos da reconstrução mamária na autoimagem e no tratamento da mulher. “Estudos feitos mostraram que pacientes que fazem a reconstrução imediata mantêm uma evolução muito melhor. A autoestima delas faz com que a evolução do tratamento seja muito mais eficaz.” 

 

Tipos de reconstrução

 

A evolução da técnica oferece atualmente três tipos de reconstrução, conforme indica o cirurgião plástico:

• Implante – utiliza uma prótese de silicone, aproveitando a pele que sobrou na região operada;

• Mista – faz uso primeiro de um expansor para ir aumentando a pele na região afetada, e em seguida implanta a prótese definitiva. Procedimento sugerido em caso de pouca ou nenhuma pele para utilizar na reconstrução;

• Autóloga – aproveita tecido da própria paciente para a reconstrução, retirando da região das costas ou do abdômen.

 

Para melhorar os resultados, a reconstrução é um processo realizado em etapas, esclarece o médico. “São vários tempos cirúrgicos, mas já se começa de imediato, logo que tira a mama. Depois da primeira, em média, mais uma ou duas cirurgias. Não tem resultado exato, depende de cada caso”, orienta.

 

Entre as dúvidas sobre a reconstrução, as mulheres questionam se é possível continuar o tratamento ou se a prótese prejudica a realização de exames, a exemplo da mamografia. Segundo o especialista, a prevenção continua da mesma forma, pois a reconstrução não dificulta em nada o tratamento.

 

Outubro Rosa

 

Eleito o mês de conscientização sobre o câncer de mama, outubro é o período para compartilhar informações e incentivar o maior acesso a serviços e diagnóstico, o Outubro Rosa. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o câncer de mama responde por cerca de 28% dos novos casos da doença, a cada ano, no Brasil.

 

Em 2016, foram quase 58 mil novos de câncer de mama no País. De acordo com a Agência Brasil, apenas 20% das 92,5 mil mulheres que fizeram a cirurgia de mastectomia para tratamento do câncer de mama, entre os anos de 2008 e 2015, passaram pelo procedimento de reconstrução mamária. As informações foram levantadas pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), com base em dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS).

 

A cirurgia de reconstrução mamária é um direito assegurado pela Lei 12.802, de 24 de abril de 2013, sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Segundo a legislação, a rede de unidades integrantes do SUS é obrigada a realizar cirurgia plástica reparadora da mama nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer.

 

Fonte: O Povo