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  • Publicado em:07/07/2016

É muito comum que após cirurgias plásticas os especialistas recomendam a drenagem linfática para recuperação do paciente. Para entender o motivo, é preciso primeiro entender melhor como funciona o sistema linfático, principal afetado pela massagem.

Caracterizado por possuir vasos extremamente frágeis, o sistema linfático auxilia na remoção do excesso de líquido, moléculas de proteínas e resíduos celulares que vêm do resultado do metabolismo celular, entre outras matérias dos espaços teciduais. Funciona diretamente ligado ao sistema vascular, alcançando também a colocação como alternativo meio de drenagem, gerando movimentação de líquidos ou fluidos, trazendo equilíbrio de proteínas e líquidos teciduais.

Qualquer alteração negativa no funcionamento circulatório normal do organismo pode caracterizar disfunção, podendo acarretar a necessidade de optar por um sistema de drenagem externo, que pode ser manual.

Na drenagem linfática manual, o líquido que está no espaço entre tecidos é levado para o centro de drenagem por meio de manobras manuais específicas com pressão externa e velocidades adequadas. Assim, encaminhando o líquido de dentro do vaso linfático ao deslocamento e a produzir uma queda da pressão dentro do vaso, o que auxilia na entrada do excesso do líquido para o interior do vaso, através de pressão negativa.

Drenagem linfática e cirurgias plásticas

Em uma cirurgia plástica há o acúmulo de tecidos entre tecidos, que causam inchaço da região, e é ai que entra a drenagem linfática, ajudam na recuperação da área.

Como qualquer procedimento cirúrgico, as cirurgias plásticas estéticas, em geral, podendo ser de mama, abdômen, face, entre outras, exigem um tempo de recuperação. A abordagem após, embora existam divergências de literatura, aponta o início da drenagem para 48 até 72 horas, com o objetivo de melhorar o edema causado e o auxílio na revascularização.

Cada área submetida à cirurgia terá abordagem específica. Em algum momento do pós-cirúrgico, principalmente no período de cicatrização, outras técnicas de terapia manual, que são marcadas por sua alta eficiência, podem ser mais expressivas, principalmente na prevenção do surgimento de fibroses (tecido cicatricial), retrações e aderências no período de cicatrização, melhorando-a, induzindo uma boa recuperação e organização do tecido que foi abordado.

Após cerca de 40 dias (fase de cicatrização), o edema está diminuído e por muitas vezes o paciente pode ser liberado, mediante prévia avaliação, para suas atividades diárias, respeitando as restrições, com técnicas adequadas nessa fase.

Dependendo da área que foi abordada, o tecido será trabalhado de forma também diferente da drenagem linfática manual normal, ou outra técnica manual, respeitando as áreas para que não haja dano ou complicações não esperadas ao tecido. Aponta-se a importância de movimentos suaves, específicos, direcionados e com velocidade ideal, partindo de um profissional capacitado para tal, a fim de não prejudicar a recuperação.

Fonte: Minha Vida