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  • Publicado em:22/09/2016

Quem não gosta de estar com a pele saudável, sem manchas e com aparência jovem? Para isso, o primeiro passo é saber qual o seu tipo de pele e manter alguns cuidados essenciais na rotina diária. A baiana Patricia Queiroz, 43 anos, por exemplo, não pensava duas vezes antes de deitar ao sol por várias horas sem protetor solar.

“Sempre ouvi falar sobre os problemas causados pelo sol, mas nunca imaginei que pudesse me atingir. Tenho a pele oleosa e, por isso, não gostava de usar protetor. Até perceber uma mancha no braço direito”. Depois disso, Patrícia procurou um dermatologista, fez exames e recebeu o diagnóstico de câncer de pele.

O dermatologista do Hapvida, Gustavo Sobreira Vasques, alerta: casos como o da baiana podem ser evitados. “O uso de protetor solar deve ser um hábito e fazer parte da rotina não somente na praia ou piscina, mas até mesmo nos dias nublados ou chuvosos. Hoje, sabemos que até a iluminação artificial dos escritórios pode trazer danos à pele”.

Identifique seu tipo de pele

O dermatologista do Hapvida explica que há quatro tipos mais comuns de pele: seca, normal, oleosa e mista. No entanto, devido à miscigenação de raças e o clima tropical, dois tipos predominam entre os brasileiros: as peles mistas, com oleosidade natural na zona T (testa - nariz - queixo) e nas maçãs do rosto, e as peles oleosas, que apresentam excesso de oleosidade, brilho intenso e tendência a poros obstruídos e acnes.

O segredo para ter uma pele saudável, segundo o dermatologista, começa com a escolha correta dos produtos para a higiene diária, como a troca do sabonete em barra pelo sabonete líquido, que apresenta menor índice de irritabilidade e pH semelhante ao da pele. “Hoje, há uma grande quantidade de sabonetes, cosméticos e protetores solares disponíveis no mercado que se adaptam aos diferentes tipos de pele, com controle da oleosidade e hidratação intensa”, afirma Gustavo.

A escolha do protetor também deve levar em conta os diferentes perfis. “Existem protetores específicos para peles secas, oleosas ou mistas. Basta escolher o produto que mais se adapta à sua necessidade e evitar futuros problemas de saúde”, afirma Gustavo.

As precauções devem seguir durante todo o dia, com o uso de protetor solar, alimentação equilibrada, consumo diário de cerca de dois litros de água e a redução do tempo de exposição nos horários de maior intensidade do sol.
Oleosidade pode ser aliada

Quem tem pele oleosa sabe o drama que é controlar o excesso de brilho. E, nas diversas tentativas de limpeza, pode acabar exagerando. “O correto não é retirar toda a oleosidade, mas fazer o controle. A oleosidade normal, sem excessos, age como uma barreira de proteção contra agressões, poluentes e raios solares”, explica o dermatologista.

A pele seca, por exemplo, precisa de atenção especial por sofrer com a falta de oleosidade. “Esta carência acaba acelerando o envelhecimento e deixando a pele mais exposta a danos e radiações. Retirar o excesso é necessário, mas de forma equilibrada para manter a proteção”, alerta o especialista.

Prato saudável, pele bonita

Os hábitos alimentares também influenciam. Para a nutricionista do Hapvida, Lais Magalhães D’Araujo, a beleza também pode vir de dentro para fora, com uma dieta saudável, que reforce a hidratação, a fotoproteção, a inibição dos radicais livres - responsáveis pelo aparecimento das rugas - e a desidratação.

Fuja do sol forte

Seja qual for o seu tipo de pele, há uma dica essencial para a saúde: é preciso ter cuidado com a exposição ao sol e procurar logo um especialista a partir de qualquer sinal estranho no corpo, como esclarecem os espacialistas. Lembra do caso da baiana Patrícia? A descoberta na fase inicial da doença ajudou para que o tratamento de quase dois anos fizesse efeito. “O câncer foi embora, mas o medo ficou. Hoje, eu insisto para que os meus dois filhos não saiam de casa sem protetor solar, mesmo nos dias nublados, e não fiquem no sol por muitas horas”, lembra Patricia.

Para aqueles que buscam o bronzeado do verão, o recomendável é ficar no sol somente nos horários de menor intensidade: até as 8h e após 16h30. Sempre com o uso de protetor solar.

Fonte: G1